"Bullying" Por nossa Coordenadora Pedagógica Silvia Vígari

21/10/2017 00:00

Bullying

 

    Não há quem não conheça casos de constrangimentos que vários adolescentes ou crianças são submetidos continuamente por colegas em escolas, sejam elas privadas ou públicas. Esse tipo de ocorrência é denominado como Bullying, termo inglês que significa intimidação, e que se encontra mais disseminado do que se supõe. Na prática, é um termo usado frequentemente para definir condutas agressivas, tanto físicas quanto morais, não se trata de uma simples brincadeira que acontece de vez em quando.

    É comum muitos educadores e psicólogos acrescentarem que, para a caracterização do Bullying, deve-se ter um cenário de prática repetitiva, de forma que não basta um único aborrecimento ou ameaça, por exemplo. Especialistas como Silva (2009), Fante e Pedra (2008), apresentam seis diferentes formas de praticar o Bullying:

1. O Bullying Verbal: que inclui o ato de afrontar, atacar com ofensas, falar mal, caçoar, colocar apelidos depreciativos ou fazer piadas ofensivas.

 2. O Bullying Físico ou Material: que inclui o ato de espancar, chutar, empurrar, bater, golpear e roubar objetos da vítima.

3. O Bullying Psicológico: que implica o ato de irritar, depreciar, desrespeitar, excluir do grupo, isolar, desprezar, perseguir, desonrar, provocar desavenças ou fofocas.

4. O Bullying Moral: que inclui difamar, caluniar e discriminar.

5. O Bullying Sexual: inclui estuprar, assediar ou insinuar.

6. O Cyberbullying: quando tais ações ou comportamentos negativos são desenvolvidos por meio de redes virtuais e do uso de outras tecnologias da informação e da comunicação.

    No ambiente escolar, a relação professor e estudante pode ajudar na resolução dos casos de Bullying, pois a vítima precisa de alguém para recorrer quando sofre esse tipo de agressão. As intervenções escolares devem ser na medida certa, no sentido de ajudar a vítima e o agressor, para que ambos possam seguir a vida escolar sem constrangimentos e prejuízos emocionais e morais. Esse é nosso propósito enquanto Colégio Bela Alvorada.

    Outro fator importante está relacionado aos modelos educativos familiares introjetados pela criança na primeira infância, resultantes dos tipos de vivências e interações sociemocionais na família, tornaram-se matrizes de construções inconscientes de cadeias de pensamentos e emoções.

    É neste sentido que Mussen destaca que: “Se os pais permitem ou reforçam abertamente a agressão, é possível que as crianças se comportem agressivamente em casa e, por generalização, em outros lugares em que sintam ser a agressão permitida, esperada ou encorajada.” (1974 apud FANTE e PEDRA, 2008, p. 93)

    Os responsáveis e familiares precisam manter uma grande atenção e cuidado com seus filhos, mantendo-se atentos aos comportamentos que possam estar fora da normalidade. É muito comum que adolescentes ou crianças causadoras de Bullying possuam uma plateia, ou seja, colegas que ajudam direta ou indiretamente com risadas e palavras de apoio. Por isso, é importante que educadores, responsáveis e familiares os conscientizem que esse tipo de atitude não é correta e que exercer essa prática é tão errada quanto ao próprio Bullying.

    Ao ler este artigo, você deve estar se questionando: Um fenômeno velho ou novo? Será que quando era adolescente fui vítima ou até mesmo um agressor? Realmente não é um fenômeno novo, visto que muitos de nós passamos por essa situação, mas do ponto de vista dos estudos, as investigações de violência na educação nunca foram tão elucidadas como hoje. 

    Não é só no âmbito escolar que acontece o Bullying, e também não é só exclusividades de jovens, o mundo a todo instante o pratica, seja em músicas, jogos, em ambientes corporativos, enfim, em diversas situações.

    Hoje, temos que atentar que tais condutas, no que se refere ao agressor, muitas vezes, têm início em sua vida estudantil, considerando que é neste ambiente e nesta fase que podemos observar o desenvolvimento do caráter de cada ser humano.

    Assim sendo, precisamos aproveitar o ambiente educacional que tem por objetivo ensinar e orientar, para plantar a semente da paz, do auto respeito, respeito ao próximo, disseminando, assim, a cultura da responsabilidade.

    Contamos com vocês famílias para nos apoiarem nessa causa. Precisamos que conversem com seus filhos para que eles tornem sua convivência salutar e respeitosa, com eles mesmos e com os outros. As opiniões podem ser diferentes entre eles, mas o respeito deve imperar.

Para isso agradecemos nessa nossa missão de educar!

Bibliografia sugerida:

SILVA, A. B. B. Bullying: mentes perigosas nas escolas. Rio de Janeiro: Objetiva, 2010.

MALDONADO, M. T. A face oculta: uma história de bullying e cyberbullying. São Paulo: Saraiva, 2009.

COSTANTINI, A. Bullying, como combatê-lo?: prevenir e enfrentar a violência entre jovens.Tradução Eugênio Vinci de Morais. São Paulo: Itália Nova Editora, 2004.

SILVIA VÍGARI é Coordenadora Pedagógica no Colégio Bela Alvorada!